FAÇA SUA PESQUISA

sábado, 14 de janeiro de 2017

POR OPÇÃO

A balada me cansa
Prefiro a vida caseira
Assim a paz me alcança
Longe de tanta zoeira

"Martins Pescador"

quinta-feira, 21 de maio de 2015

UM POETA, PROFESSOR E ALUNO, FALANDO COM BETO RICHA

(Uma referência ao dia 29 de abril 2015 e outros fatores)

Beto Richa, Beto Richa... Vou ser aqui curto e grosso
Que a conversa não se espicha
Professor quer teu pescoço
E nós alunos, do médio e superior
Sabemos o que perdemos
Com esse ano de horror
Nunca mais esqueceremos
Do péssimo governador
Se candidato, mais uma vez ainda fores
Nós alunos e professores
Em ti jamais votaremos
A união é mais forte, mais forte até que a morte
O dia 29 não foi seu dia de sorte
Lá não morreu professor, não morreu a educação
O que morreu no 29 foi tua reputação
E não foi só no Paraná, foi no Brasil, foi no mundo!
Além, têm outras denúncias que te põe irregular
É feio querer ficar!
Sei que perguntas: - E agora?!
Ninguém mais te quer por perto
                                                 Dá mais uma de esperto
Sai fora!  E pela porta dos fundos!


"Martins Pescador"

sábado, 7 de junho de 2014

NÃO SE COMPRA NEM SE PAGA

QUERIA ENCONTRAR NA VIDA
PAZ, AMOR, FELICIDADE
SAIU ANTES DO SOL
EM BUSCA DOS TRÊS VALORES
TANTO EMPENHO, TANTA DEDICAÇÃO, TANTA ANSIEDADE
QUE ESQUECEU DOS AMORES
SEM OS QUAIS NUNCA HOUVE PAZ
NUNCA FELICIDADE
PARA GANHAR O QUE PERDEU TENTANDO ENCONTRAR
BASTAVA APENAS FICAR ENTRE OS SEUS
IGNORANDO A PRÓPRIA AMBIÇÃO

sábado, 3 de maio de 2014

VENTO DOCE

Vento doce traz saudade
Cheiro do perfume dela
Um cheiro de eternidade
Grudado em alma singela

Vento doce na memória
Lembrança viva do tempo
Tempo que já foi embora
Só vem lembrança no vento

terça-feira, 25 de junho de 2013

ACORDA QUE O BRASIL ESTÁ JOGANDO

Dormia em berço esplêndido no coração do mundo
Ao lábaro estrelado, o gigante acordou de um sono profundo
Por causa de centavos, de milhões em dispêndios para o povo pagar
Profetas anônimos a profetizar
Através do futebol o Brasil vai mudar
Educação, saúde, transporte, segurança... A FIFA mostra o padrão
A bola pode rolar, mas o "juíz" tem que apitar
Expulsar de campo, quem não entrou para jogar
Essa copa que nos despertou esperança
Não vai ser minha, nem sua
Pois seremos torcedores na rua
Buscando assistir a mudanças


sábado, 22 de junho de 2013

GIGANTE ADORMECIDO



“GIGANTE ADORMECIDO”

Martins pescador


Gigante verde que perdeu a cor
Façam silêncio p`ra não acordá-lo
Dorme tranqüilo no inquieto labor
Quando governos estão a roubá-lo.


Altos impostos são nossas divisas
Milhões... milhões, quem pode calcular?

Nossa pobreza não se ameniza
Tantos milhões aonde vão parar?!

Dorme, Gigante! Não pode acordar!
Ainda há o bastante, para te roubar!

Gigante verde de riquezas tantas
Não tens mais o verde, mesmo assim encantas
Ainda tens riquezas que de ti emanam!

Cantam os políticos, canções de ninar
Para o Gigante dormir e não acordar
E enquanto ele dorme, eles possam roubar.


São milhões... e milhões! Ninguém pode contar!
São os mesmos ladrões, que estão sempre a roubar!

Dorme Gigante, dorme tranqüilo
Num sono brilhante, perdendo teu brilho
Que um outro gigante te pôs a dormir.
Roubou-te o bastante, nem pudeste sentir.


Dorme Gigante e sonhas talvez
Que o povo é feliz, nesse sono profundo
Dorme Gigante ou acorda de vez
Descobre o que perdes a cada segundo.

Lindo Gigante, na sombra dormiste
Acorda! Acorda! Que a sombra sumiu!
Começaram roubando o teu Pau-brasil
Roubaram!... Roubaram!... Dormiste, não viste?!

Continuas dormindo e o sol a brilhar!
Riquezas sumindo, estão a roubar!
Acorda Gigante, dormiste demais!
Levanta e faze justiça e paz!

Porões tão escuros
Raposas vorazes
Com leis como escudo
Quantos Satanazes!

Dorme Gigante, sereno respiras
Ladrões elegantes, riquezas te tiram
Quem és, ó Gigante, que o povo admira?!
Que sono frustrante! Respiras... Suspiram...

Impeachment e C.P.I., te fizeram cócegas
Continuas a dormir. Que sono profundo!
Acorda, Gigante, e vê num instante
Riquezas que perdes, a cada segundo.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PROCURANDO POR NO GRÁFICO

                                               
  Martins Pescador

Às vezes penso que não sou poeta
Que sou apenas punheta
Perdido no orgasmo
Que me provoca a letra
Mas somente aquela que é bem escrita
Como as curvas da mulher bonita
Que me seduz e me engravida
Que me faz dar à luz novas escritas
Pensamentos aos milhares
Que procuro organizar
Em gráficos lineares


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O PERFIL

Martins Pescador 


Quem poderia descobri-lo
No meio da multidão
Onde todos se enquadravam
Na mesma percepção

Os seus movimentos bruscos
Que chamaram atenção
Um elemento diferente
No meio da multidão

O líder reconhecido
No meio da multidão
Se falar vai ser ouvido
Sem sofrer contestação

E aonde quer vai ser seguido
P´ra fazer revolução.

sábado, 17 de setembro de 2011

FRUTO DE NOSSAS FRAQUEZAS

Martins Pescador

Nós não falamos com nossos filhos
Não temos tempo para ouvi-los
Histórias deles não nos interessam
Quando se arrasta um dedo em um gatilho
Se o tiro acerta em um de nossos filhos
É uma lástima de violência
Que não entende a nossa inteligência
Mas muito antes de perdê-lo à morte
Ficamos órfãos ao perdê-lo ao mundo
Que talvez também nos escapou a sorte
De um pai mostrar-nos seu amor profundo
Os nossos filhos vão escapando
Não na distância, mas no sentimento
O nosso sangue vai se esgotando
A nossa voz vai se perdendo ao vento
A nossa face vai perdendo a cor
Não somos pais se não parimos junto
Com nossos filhos, também nosso amor!

sábado, 16 de julho de 2011

A ASA BRANCA E AS PALMEIRAS DO SERTÃO



Martins Pescador

Minha terra tinha palmeiras
Onde cantava o sabiá
Aqui não gorjeiam aves
Lá podiam gorjear
(G. Dias (lá por 2100)

O sabiá das palmeiras
Nunca pensou em faltar
O galho de uma palmeira
Aonde pudesse pousar

Fosse ele o responsável
Estaria ainda a cantar
Sem nunca ter nem pensado
Noutra medida tomar

Que mal seu canto nunca fez
Ao galho onde pousou
Fosse dele a decisão
Não faria o sol como fez
Da terra um seco torrão

Que saudade da palmeira
Saudade do sabiá
Saudade da terra úmida
A seca nada nos dá

Nações de todo o mundo
Cantando em coro uníssono:
Asa branca bateu asas
E voou para o sertão
Não tinha água, não tinha nada
Morreu de sede, meu alazão!
(L. Gonzaga)

Carta de descobrimento disse a El Rei:
-          aqui nessa terra tudo que se planta dá
(Pero Vaz de Caminha)
E a última carta será quem escreverá
Dizendo aos “sobreviventes” não há mais que se plantar!

Não foi o bandido
Nem o vagabundo
Mas o homem santo1
Que acabou com o mundo!

O crime daqueles são coisas pequenas
Ante os crimes destes de expansão terrena

O apocalipse agora é provado
Cientificamente reanunciado
Não há mais no mundo o que se fazer
É irreversível vai acontecer

Os nossos esforços são para prolongar
Os nossos sofrimentos a se acumular

Agora é só Deus quem pode resolver
Se perdoa o homem
Se o deixa sofrer

Quem sabe o homem em seu saber profundo
Não se iguale a Deus para refazer o mundo

Faça do nada surgir nova terra
Tão magnífica como a que encerra

Toda esperança em uma nova Criação
Que não possa ser vencida
Pela nossa ambição!

Será que o homem vai escolher um canto tórrido do deserto em insolação?!
Será que vai preferir o canto alegre das campinas verdejantes?!
Tanto poder na destruição!
Tanta falta de recursos e iniciativas na reconstrução!
Crucificação da humanidade
Com a madeira construímos a nossa cruz
Senhor! Por que nos abandonastes?!

A palmeira sem reposição
O canto do sabiá foi em vão!
Asa branca bateu asa
Voou procurando casa
Mas casa não tinha não!

Todos sofremos na vida
Por causa da palmeira caída

Eu ponho ponto final
Porque o clamor é sem fim
Cantei pela asa branca!
Sabiá cantou por mim!

1Colonizador, homem de posse, de  “bem”  normalmente seguidor de uma religão e principal  responsável pelo desenvolvimento e progresso.

sábado, 4 de junho de 2011

NUNCA VI, NEM COMI, EU SÓ OUÇO FALAR

NUNCA VI, NEM COMI, EU SÓ OUÇO FALAR
Martins Pescador

A beira do Rio Cavernoso
Nasceu um sujeito feioso
Mistura de indio com branco
Ninguém sabe se foi prazeroso

Não sei se do branco ou da india
De quem herdou tanta feiúra
Se era feia a pobre criatura
Eram os pais mais feios ainda

Logo que posto no mundo
Um cacique velho e morimbundo
Já lhe deu a sentença de morte
Que p´ra ser um guerreiro da tribo
Precisava ser belo e forte

A mesma mulher que o pariu
P´ra não vê-lo jogado no rio
Sem nem mesmo um nome lhe dar
Pegou o filho nos braços
E com o coração em pedaços
Levou para o branco cuidar

O branco que era sozinho
O que era feio achou bonitinho
Deu água, comida e carinho
Salvando a vida do pobre indiozinho

Ninguém sabe qual a plenitude
Dos seus feitos de infância e de juventude
É sabido que aos dezoito anos
Alistou-se para ser militar
Fez as malas, ajuntou os seu panos
Foi ao exército aprender a marchar

Ninguém sabe se lá destacou-se
Quanto tempo conseguiu ficar
Hoje, velho ele conta as histórias
Do tempo em que foi militar

Eu nem sei se de fato existiu
Peço dele ninguém nunca viu
Eu só conto o que ouvi falar
Se um dia encontrares com ele
Muitas histórias ele vai lhe contar
Faça conta que acredita nele
Não deixe ele te enganar

Meio por cima é que eu conto essa história
Sem o nome poder revelar
Que esse cara é na minha memória
Semelhante com o Caviar
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar!



quarta-feira, 13 de abril de 2011

CIÊNCIAS GENÉTICAS


Martins Pescador


O Criador prometeu a vida eterna
Mas tudo morre na verdade
A criatura vai superar o Criador
E conquistar enfim a eternidade

         

domingo, 13 de março de 2011

RIQUEZAS AMONTOADAS

RIQUEZAS AMONTOADAS
Martins Pescador


Muitos que sonharam com esta terra
Reviraram esta terra
Hoje são terras nesta terra
Anos de pó pagando tributos
Ninguém teve dó
Verbas liberadas
Depois remanejadas
E cadê o asfalto?!
Povo indignado! Mãos para o alto!
Isso é um assalto!
Não tentem reagir, passem o dinheiro
Ou puxo o gatilho
Assim é que amontoa
Aqueles que são cobras
Hienas ou crocodilos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

EU ADULTO, ÀS VEZES CRIANÇA


EU ADULTO, ÀS VEZES CRIANÇA
Martins Pescador


Só quem gosta de crianças
Só quem gosta como eu
Pode recordar lembranças
Desde o dia em que nasceu

Descalço sem camisa
Correndo de pés no chão
Tanto faz se é sol ou brisa
Tempo ruím é diversão

Quem já fez bola de meia
Já fez asas p´ra voar
Quem já brincou na areia
Hoje para p´ra pensar...

Desapareceu uma criança
Uma geração inteira
E até as brincadeiras
Mas ficou a lembrança

Um dia eu enterro este homem
E desenterro a criança!

sábado, 15 de janeiro de 2011

VALOR RELATIVO

VALOR RELATIVO
Martins Pescador



O rico morreu.
De que valeu toda riqueza,
Se não pôde evitar a morte?!
O pobre morreu.
De que valeu toda pobreza,
Se não pôde evitar a morte?!
Quando tu morreres,
E não importa se rico ou pobre,
Saberás de uma coisa e outra,
O quanto valeu!
E assim,  como não te cabes escolher
Se vais ou se ficas
Não poderás mais escolher
Pela vida pobre, ou pela rica.


sábado, 25 de dezembro de 2010

VIAGEM TRANSCENDENTE

VIAGEM TRANSCENDENTE
Martins Pescador

Madrugada de primavera
Na ponte inventada sobre águas de fronteiras
Em minha caminhada de aventuras pantaneiras
Observo a beira do rio abaixo
Uma árvore toda branca
Bando de garças pousadas
À beira da barranca
Como as ideias que dormem
Nas maças cinzentas dos poetas
Mariposas prontas a metamorfrasear

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CARREGANDO O POETA

CARREGANDO O POETA
Martins Pescador

Já busquei o silêncio da madrugada
Onde tudo se acalma
Para psicografar poesias
Hoje psicografo todo dia
A todo instante
Em meio a barulhos atordoantes
Porque carrego a madrugada
Em minha alma

domingo, 12 de dezembro de 2010

O CANTO DE DENTRO

O CANTO DE DENTRO
Martins Pescador


Eu não canto, mas minha alma canta
Não canta canções desse mundo
E quando ela canta
Ela me alevanta
Porque canta forte
Afastando azares
Despertando a sorte
Meu canto se faz sentir
Nos palcos celestiais
Ouço os anjos a me aplaudir
Gritando a que eu cante mais
Minha alma se pôs a cantar
E cantou por uma orquestra
E para ela cantar em festa
Foi só eu me silenciar!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ALMAS ANSIOSAS

Martins Pescador


Olhar dentro dos olhos
Olhar de puro amor
Leituras silenciosas
Poliglotas da linguagem interior



ENCONTRO MARCADO
Martins Pescador

Fiz-lhe uma proposta
Aposto que você vém!
Mas você não apareceu
A noite emudeceu
Fiquei esperando uma resposta
O dia amanheceu...
Perdi a minha aposta!

domingo, 14 de novembro de 2010

LA NIÑA - MENINA RETRAÍDA

opantaneiro.com
LA NIÑA - MENINA RETRAÍDA
Martins Pescador
ultimosegundo.ig.com.br
Desafio...
 Desabou...
Desabrigo...
Desabafo...
La Niña... Laniña...
O que fez com a casa minha?!
Eu pensei que tinha casa
Um sopro forte demais
O sopro mostrou que eu tinha
Agora não tenho mais... Cine & Foto - Submarino.com.br

PERTO DO PARAÍZO

PERTO DO PARAÍZO 
Martins Pescador

Deus me estendeu a mão
Andou comigo
Deu-me toda liberdade
Só pôs uma restrição
De não comer de um fruto proibido
Mas um dia, eu despercebido,
Da restrição tinha esquecido
E quando eu me dei por conta
O fruto eu tinha comido
Pela primeira vez senti vergonha
Deus me expulsou do paraízo
Eu sofro, mas ainda sou feliz
Porque o paraízo veio comigo
E fica ali...
A um palmo abaixo do umbigo!

sábado, 6 de novembro de 2010

ANTES DA MATÉRIA

tiagosilva.org
ANTES DA MATÉRIA
Martins Pescador


No princípio era só verbo
Era só poesia
Por isso o poeta é sempre bom
O poeta é desse princípio
Rompido pela criação
Religado pela cruz
Onde o poeta caminha
Buscando Jesus
Caminhos tortuosos
O povo sempre a gritar
Crucifica a poesia
No lugar de Barrabás!

HÚMUS SECO

HÚMUS SECO
Martins Pescador

Na beira dos mares
Eu vejo sertões
Dentro de pessoas
Que caminham pelas praias
Ignorando corações
Imagino o advento
Que poderia acontecer
Se todos deixassem chover
No deserto que trazem dentro.

domingo, 31 de outubro de 2010

ENROSCADOS PARA SEMPRE

ENROSCADOS PARA SEMPRE
Martins Pescador

O cordão feito em laço
Enroscou no abraço
Te deixou quase nua!
Que beleza risonha
Desperta a cegonha
Não tenhas vergonha
Não foi culpa tua!
Um botão da minha roupa
Que eu considero inocente
Pois sua culpa foi pouca
Foi sufocado entre a gente!
Ameacei arrancar o botão
Com medo ele confessou
Que houve uma combinação
Foi culpa também do cordão
Dois seres inanimados
Querendo ser nossos cupidos
Armando para nos provocar
Mexendo com nossos sentidos.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

UM POUSO EM MINHA JANELA

UM POUSO EM MINHA JANELA
Martins Pescador

Não foi o corvo que pousou em minha janela
aimaginacaovaletudo.eblog.pt
Mas uma coruja
De rajas cinzas e amarelas
Cento e sessenta graus na memória
E a percepção de tudo ao redor
Um olhar crítico para a história
Sem me curvar aos ventos
Que trazem as tempestades
Mas pode vir a coruja
O beija-flor, ou o sabiá
Nada despertará mais atenção
Que o pouso do corvo... Na janela!

domingo, 17 de outubro de 2010

A PECADORA

A PECADORA
Martins Pescador

Ela fez um ponto na praça 
E uma desconfiança em um lar 
Linda e cheia de graça 
Graça que alguém vai amar
 
Sempre um aventureiro que passa 
Sempre uma solidão para matar

Ela consola os solitários 
Os amores desprezados 
A ilusão dos otários 
Que pensam estar sendo amados

Faz o que faz pela vida 
Perdendo-a para ganhá-la 
Pelo preconceito é perseguida 
Dão-me pedras para lha atirá-la

Se ninguém atirou a pedra 
Não sou eu quem vai atirar 
Deixa esta mulher ir embora 
Fez ela o que fez sem pensar

sábado, 16 de outubro de 2010

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sábado, 25 de setembro de 2010

MINHA POESIA





MINHA POESIA
Martins Pescador

 

Comparo minha poesia
a uma planta viçosa


que nasce no meu quintal
e posso observar crescer
em noite de lua cheia
regada pelo sereno
Pena meu quintal ser tão pequeno!
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COMPACTADO NA MATÉRIA

COMPACTADO NA MATÉRIA
 Martins Pescador


 
É fato. É certo.
Aqui crescerão blocos de concretos.
E para onde vou fugir?!
O concreto vai me espremer
Me envolver, me petrificar!
Eu ficarei aqui...
Eternamente...
Asfaltado!
Suportando tudo
que trafega em mim!

sábado, 18 de setembro de 2010

ACOMPANHANDO O CRESCIMENTO

ACOMPANHANDO O CRESCIMENTO
Martins Pescador

Quem pôde cantar a explosão da sua terra?!
Um filho de São Paulo, Tóquio ou Nova York.
Eu posso cantar a explosão da minha terra!
Que muito em breve será uma grande metrópole!

O INFINITO DO DESTINO


J.M.W.Turner
O INFINITO DO DESTINO
Martins Pescador
Nas águas salgadas do mar da vida
Vou dando braçadas com força aguerrida
As ondas tapeiam meu rosto cansado
Com a boca cheia de um gosto salgado
E a cada vez que essa vida naufraga
Se eu olho para cima, é alto para mim!
Se eu olho para frente,  horizonte sem fim!
Então eu olho para baixo, é onde me encaixo!
Ouço um barulho em meu peito
Penso que tudo ainda tem jeito
Com a alegria de um cão
Ao primeiro carinho
Eu retomo minhas forças
E retomo o meu caminho.
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